terça-feira, 8 de novembro de 2011

Motörhead - Lemmy Killmister



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Phill Campbell, Lemmy Killmister e Mikkey Dee - Formação Atual do Motörhead


O post de hoje é o primeiro de uma série dedicada pra quem gosta de um rock and roll pesado, rápido e macho, essa terça feira é o primeiro dia de Motörhead, um dos avós do metal, banda que influenciou uma gama muito grande de músicos e influencia até hoje. Com 21 discos lançados, sendo o último deles o "The Wörld is Yours", gravado ano passado (2010), é o primeiro disco da banda gravado com o selo próprio, "Motörhead Music" e possui sua formação atual, com o bom e velho mestre inglês Lemmy Kilmister nos vocais e no baixo, o sueco de ascendência grega Mikkey Dee na bateria e o fã do Hawkwind que virou guitarrista da banda de seu ídolo, Phill Campbell.





Lemmy (wtf esse olho na boca? oO)
A história do Motörhead só pode ser escrita depois de falarmos "um pouco" sobre o mestre Killmister. Aos 16 anos de idade, o garoto Ian Fraiser Killmister, entrava escondido no clube inglês originalmente construído para ser frequentado pelos marinheiros que aportavam em Liverpool, o Cavern Club, no dia 09 de Fevereiro de 1961, aquele que um dia seria considerado o Deus do Metal, Lemmy, assistiu o show que mudou sua vida e o fez voltar-se para a música e para o rock: o primeiro show da banda The Beatles. Aos 19 anos, era agora o guitarrista da banda "The Rockin' Vickers", de Blackpool, na Inglaterra. os Vickers fizeram um grande sucesso na época.. começaram tocando covers de R&B e Beat Music e chegaram a fazer uma turnê pela europa continental, e tocar além da "cortina de ferro", na Iugoslávia, (Cortina de Ferro foi uma expressão usada para designar a divisão da Europa em duas partes, a Europa Oriental e a Europa Ocidental como áreas de influência político-econômica distintas, no pós- Segunda Guerra Mundial conhecido como Guerra Fria.), tiveram um considerável sucesso na Finlândia e se separaram em 1967.

E aí? Quem reconheceu o Lemmy? É o cara de amarelo né, dããã rss



No ano seguinte, além de ter sido roadie do inigualável Jimi Hendrix, Lemmy fez parte da também inglesa, Opal Butterfly, na qual tocou guitarra, apesar de não ter participado de nenhuma gravação. Não ficando parado por muito tempo, Lemmy entrou, pela primeira vez para tocar o instrumento que viria a ser sua marca registrada, o baixo, Rickenbacker 4003 (que apesar de não ter sido o único baixo que ele usou, é claramente seu favorito até hoje - junto com os amps da Marshall.) na banda Hawkwind, considerada psicodélica. O Hawkwind era uma banda um pouco "a frente" do seu tempo, tinha uma sonoridade futurista, a dançarina peituda Stacia Blake, dançando quase sempre semi nua, pintada de colorido com símbolos por todo o corpo. Suas músicas tratavam principalmente temas como ficção científica e urbanos, e influenciaram bandas como My Blood Valentine e Anomie, consideradas bandas mais atuais de música psicodélica.





O Hawkwind foi um grande passo na carreira do Mister Killmister, foi a bomba de ódio criativa que deu origem a entidade que tornou-se o Motörhead, nome tirado de uma música originalmente escrita por Lemmy para a banda Hawkwind, a última. Expulso do Hawkwind por ter sido detido portando anfetaminas, os outros integrantes deixaram ele preso, e só o tiraram da cadeia porque precisariam dele para tocar num show. Depois, porém, largaram ele sem mais nem menos.. Existem rumores de que a relação de Lemmy com os outros era cheia de conflitos causados por um único motivo: Lemmy gostava de drogas sintéticas, usuário assumido de speed até hoje, vivia em conflito com os outros integrantes que eram adeptos de drogas orgânicas como maconha e congumelos, que tinham um efeito completamente oposto ao das anfetaminas que Lemmy usava, enquanto ele ficava elétrico, animado, de querer correr e pular por aí, os outros estavam zen, tranquilos, calados, viajando no mundo de paz deles, e drogados, coisas pequenas viravam uma grande guerra. É possível ver o ódio e o rancor que Lemmy ainda guarda dessa história triste que viveu com sua antiga banda no documentário; Lemmy: 49% Motherfucker, 51% Son of a Bitch, do início desse ano.




No documentário também é possível acompanhar o dia-a-dia do mestre, a rotina de shows, as apresentações com sua banda paralela Head Cat, que faz covers de canções rockabilly, como por exemplo, "Blue Suede Shoes" de Elvis Presley. Sim! Dá pra imaginar? Também no documentário, conhecemos as manias do senhor Killmister de colecionar artefatos nazistas, adagas de todos os povos e épocas, como ele bebe jack daniels como se fosse água, como é sua relação com seu único filho Paul, suas manias, os lugares que frequenta, e acima de tudo, o mar de depoimentos de grandes músicos e ícones do rock and roll como Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters), Lars Ulrich (Metallica), Nikki Sixx (Mötley Crue) entre outros se sentem influenciados e o que pensam a respeito dessa lenda vida que arrasta as botas por Los Angeles, frequentando os mesmos lugares a anos!




A Máxima que define Lemmy Killmister, vocalista, baixista e fundador do Motörhead é Rock and Roll. Não é apenas um estilo musical, para Lemmy, é um estilo de vida que ele segue até hoje, com seus 66 anos, 45 dedicados ao Rock com toda veemência e compromisso. Compreender Lemmy, entender e conhecer um pouco de sua história de vida, desde o início do seu caminho na música, é fundamental para entender o surgimento e as raízes onde se apoiam firmemente até hoje essa lenda do Rock, do Metal, o Motörhead!





Próximos posts da série:
Motörhead - Análise de Discos pt. 1
On Parole (1975), Motörhead (1977), Overkill (1979), Bomber (1979)  Ace of Spades (1980).
Motörhead - Análise de Discos pt. 2
Iron Fist (1982), Another Perfect Day (1983), Orgasmotron (1986), Rock 'n' Roll (1987)  1916 (1991).
Motörhead - Análise de Discos pt. 3
March ör Die (1992), Bastards (1993), Sacrifice (1995), Overnight Sensation (1996)  Snake Bite Love (1998).
Motörhead - Análise de Discos pt. 4 
We Are Motörhead (2000), Hammered (2002), Inferno (2004), Kiss of Death (2006)  Motörizer (2008), The Wörld is Yours (2010)

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