Uma coca zero, duas esfihas, um pouco de mar, um pouco de lua. Às vezes eu não quero a inércia, não quero ver o relógio correr na mesma cena como num deja vu infinito. Então eu fujo. Fujo do tédio, da rotina, tento voar em direção a essa sensação de "vida" dos últimos meses.. sentindo falta mesmo antes que acabe, qualquer dia de novo. O mar vai e volta o tempo todo, e as ondas terminam cor de areia.. Mas vem em degradê de azul claro, azul marinho, azul escuro, preto atéééé perder de vista. Parece que quem projetou o mar, fez todos os cálculos para conseguir essa sincronia perfeita, quando uma onda se desmancha em espuma, outra já se formou e vem vindo.. Parece que quem compôs o mar sabia que entre uma e outra cabia uma semibreve, quando o mar está assim, calmo e lento, quase silencioso, cantando pra lua com a ajuda do vento. É leve e flutua, é quase palpável a energia entre eles, o mar e o céu. As nuvens escuras, que teimam em separar, ela, brilhante, dele, inconstante. Dá pra sentir o "choque", a tensão. Como quando a pele de duas pessoas quase encosta pelas palmas das mãos, um milímetro, uma vontade de abraçar com os dedos, qualquer coisa que mate essa distância, tão pequena, e infinitesimalmente grande. Quem dera esse mar pudesse encostar tão misterioso céu tempestuoso, talvez seja calmaria demais para raios e trovões..
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
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