sexta-feira, 17 de junho de 2011

cadê?



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Sempre que chega, aquela mesma paisagem urbana lhe ofusca os olhos. O Sol às 16hrs, refletido na fachada de vidro azulado. É quente, amarelo, incômodo a vista, mas a sensação de final aconchega de maneira tão sombria e definitiva. Ainda que a plenitude desses minutos lentos se acabe ao abrir os olhos pela manhã.. Ele sempre retorna, sorrateiro, triste, tingido em rubro forte. O chão de madeira está gelado, as núvens já roxas escondem o céu fuscia. Posso ver a incandescência da lâmpada refletida nas cordas - de aço - e os dedos que passam em câmera lenta, forçando trastes levemente, reproduzindo harmônicas descompassadas. Ela afina lentamente, o violão preto noite. Exercícios exaustivos, repetidos até ferir os dedos... Em carne viva. É sublime e sem comparação: o fim aconchegante, a dor e o som. O ritmo é mais envolvente que as batidas fortes na porta. As luzes já se movem mais rápido, coloridas, flutuando na vista, e o violão dança nos braços verdes dela. As pernas voam pra longe, vão embora sem dizer adeus. Os olhos saltam das órbitas, redondos, quadrados, estrelas. As unhas que crescem e crescem no ritmo da música.. E finalmente um fim de verdade.



 * Gente, meu teclado do pc está quebrado, assim que receber meu salário resolvo este problema kk. Por incrível que pareça, eu ainda estou doente! Hoje extraí um dente e minha cabeça está quase explodindo de dor ): tirando isso não tenho muitas novidades confirmadas, mas agora que descobri que posso postar pelo celular, em breve dou notícias novamente (:

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