Go!
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| Os ignorantes que me perdoem,mas livros são fundamentais! |
Então, pra começo de conversa, eu acho quelivros são estritamente necessários. Uma casa sem livros não é bem uma casa. Uma sala sem livros não é uma sala! Acho muito provável que quando eu me formar e tiver grana pra caramba (cof cof) a primeira coisa que eu vou fazer é começar a comprar livros loucamente como se não houvesse amanhã (?). Claro que isso é uma opinião pessoal demais, e que muita gente pode não estar nem aí pra ter livros dentro de casa, mas daí eu me pergunto: porquê você, que não quer ter livros, quer ter uma casa hype? Estilosa e interessante e coisa e tal? Digo, pra ser interessante, é preciso ter conteúdo, não basta só ser bonito, tem que ser inteligente! Livros, bens de longo prazo, símbolo do conhecimento! Vai dizer que eles não ficam lindos empilhadinhos em cima de uma estante? De uma mesa de centro? Jogados em cima de um puff? Em cima de uma mesa de canto? Um aparador? Numa estante na cozinha? Livros são um charme só, principalmente porquê não são apenas objetos de decoração, eles são base para o desenvolvimento intelectual de uma pessoa. A estética é um conhecimento, e o design de interiores nada mais é do que usar a estética pra refletir o que há de melhor e mais interessante no "dono da casa". Livros, definitivamente, são fundamentais!
Tipografia. Acho que isso é um resquício de designer que vive dentro de mim. Nós, arquitetos, aprendemos muita coisa que designers aprendem, principalmente no que diz respeito a interiores, mas tipografia passa longe das coisas que a gente tem em comum. Porém, eu acho tipografia suuuper interessante. Espalhar letras e palavras em relevo, ou em forma de quadro, escultura e etc, pela casa! A idéia de letras é um pouco vaga, requer mais compreensão do conjunto completo, tem um quê de mistério; o que raios aquele "R" tá fazendo alí? Palavras porém, tem um significado claro, fácil de inserir no contexto. Novamente, o estudo de interiores tem que ter personalidade própria, "decoração" é uma linguagem artística e técnica ao mesmo tempo. Sua casa é como a maneira que você se veste ou o que você escuta, como você fala e se mexe, o background do seu twitter ou a cor da sua mochila: TUDO isso fala sobre você, quem é você e como você é, a linguagem é uma coisa muito complexa, e a fala não corresponde nem a 50% do que nós expressamos pro mundo. Quer maneira mais direta que usar uma palavra solta em cima do aparador da sala pra falar algo sobre você, sobre a sua casa? (:
Antítese. Você lembra daquela história de opostos que você estudava em literatura, sempre no começo do ano, quando o assunto era barroco? Então, dá pra utilizar isso em quase tudo na vida, inclusive em arquitetura e interiores. Não só brincando com cores escuras e claras mas também com estilos, épocas, materiais! Aço e madeira, moderno e antigo, cadeiras de metal com mesas de madeira desgastada, ou cadeiras antigas com almofadas de estamparia contemporânea, ondas, círculos e figuras geométricas remetendo a psicodelia dos anos 70 misturadas com caveiras, preto, amarelo, estética punk. Referências a cultura mexicana junto com estética gótica, por exemplo. Com o conta gotas certo é possível misturar muita coisa e a partir daí criar uma idéia legal, quais são as suas referências? Elas fizeram de você o que você é, certo? Se ficaram bem em você, porquê não ficariam bem no seu quarto?

Cadeiras! Cadeiras e móveis excêntricos! Eu, sou fã de cadeiras. Le Corbusier, Mies van der Rohe, Eero Aarnio, Eames, Arne Jacobsen, Bertoia, ert. etc. Talvez tenha adquirido essa paixão com o tempo de convivência com a minha chefa, em cima do armário da sala de reunião, ao lado da mesa, tem três miniaturas de cadeiras muito fofas: uma Barcelona, de Mies van der Rohe em couro branco, uma Egg chair, de Arne Jacobsen de plástico e amarela, e a outra é uma poltronazinha com estofado cor de vinho muito fofa! Uma mania adquirida lá no escritório foi a de usar os blocos (é um desenho pronto pra representar um determinado móvel em planta baixa ou em vista lateral) dos grandes, me lembro que logo que entrei, passei um dia inteiro desenhando um bloco de vista pra barcelona. Fátima disse: menina, não precisa disso! Mas aposto que ela adorou ter a elevação da barcelona nos arquivos! Desde então eu e as meninas usamos os bloquinhos da egg chair, barcelona, ball, tulipa, swan.. como se não houvesse amanhã! As vezes a gente dá sorte do cliente adorar elas, afinal, acima de tudo, você tem que achar a cadeira que se senta confortável, não?
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| O foco da foto é a Bubble Chair, desenhada por Eero Aarnio, mas também é possível ver, em couro branco, a Longue Chair, de Eames |
Arte. Como eu disse antes, a idéia era falar de quadros, mas daí me veio em mente as esculturas, as louças, as estátuas, as fotografias, e então, a princípio eu resolvi generalizar. Arte é uma temática complexa, uma vez, li num livro de Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray, se não me engano, que a arte não precisa ser útil, a arte apenas precisa ser bela, e se ela é útil, então, ela não é arte, não com essas palavras, mas foi mais ou menos essa a idéia que ele passou. Eu penso que se uma casa tem móveis, e apenas móveis, ela não tem graça nenhuma. Não tem personalidade, não tem alma, bingo! Desde muito tempo atrás o homem vê na arte uma expressão da alma, aquele que produz quer libertar algum sentimento dentro de si ao qual não consegue dar palavras, expressar, das mais diversas formas, o que há de reprimido dentro de si, ou prestigiar algo que considera belo, na natureza ou no ser humano, quer recriar o belo. O belo é para o inconciênte, o sinônimo daquilo que é bom, remete a harmonia e ao prazer dos sentidos, ao hedonismo. Logo, a arte usada na ambientação é uma forma de retornar ao que é escondido, de expressar o inconciente. Um dia, um arquiteto que me dá muito trabalho até hoje, chamado Le Corbusier, inventou uma coisa chamada: Promenade Architecturale; essa idéia fala sobre criar surpresas arquitetônicas, quebrar a monotonia de um caminho dentro de uma construção. Sendo bem sintética, acho que o conceito também pode se aplicar a ambientação, criando surpresas visuais. Como eu enfatizei milhões de vezes no post, ambientar, decorar, não pode NUNCA, ser apenas um trabalho de embelezamento, tem que ser como a moda ou a música, tem que expressar o que você é, por dentro e por fora, e só assim, é possível de fato se sentir num "lar, doce lar."
Pra finalizar, vida!
Uma coisa que me revolta é essas casas de revista. Com cara de inabitada, sem sapatos pelos cantos, os móveis todos milimétricamente alinhados, isso não é casa gente, isso é uma vitrine de produto! Casas precisam de vida, movimento, sentimento! :D
Acho que pra um início esse é um bom post (:
Vou começar a pesquisar mais a respeito e mostrar novas idéias relacionadas a interiores que sejam fáceis e baratas de se conseguir/reproduzir, já tem um arsenal bem grande de informações pra passar salvas aqui! O que falta é tempo pra desenvolver textos adequados pra abordar os temas, me perdoam, né?
Por enquanto, espero que essas imágens e idéias tenham mexido dado uma saculejada na cabeça de quem leu e faça-os ver novas possibilidades de como dar uma cara pro cantinho que você mora. Muita gente ainda mora com os pais e tudo mais, super compreendo, também sou assim e não posso mexer em nada aqui, mas a gente pode ao menos brincar com o próprio quarto, não? :D
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quando achava que o post ia caminhar ele termina, ficou algo no ar, um gostinho de quero mais, mais fotos, mais interiores, mais arquitetura, mais ratoeiras uhauhauha afinal fotografia e interiores tbm andam juntas, adorei as fotos, mas tenho medo desse urso aí uhauhauhauhhua
ResponderExcluire pra variar, depois de editado, kio apenas stalkeia.
ResponderExcluirSEU STALKER! comenta carambolas fritas XD
Amei seu blog, estou lendo sobre design de interiores e descobrindo que é mesmo o que eu quero fazer... já aos 27 anos... vou começar do 0!!! Parabéns pelos conceitos!
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